Ao Som da Lusofonia – Lisboa

Personalidades

Amália RodriguesAmália Rodrigues (1920 – 1999) – Portugal
Amália Rodrigues da Piedade Rebordão, a Rainha do Fado, nasceu a 1 de Julho de 1920. Desde a sua infância, Amália apresentava um talento para o canto, embora apenas tenha iniciado a sua carreira aos 19 anos, numa casa de Fados com o nome Retiro da Severa. Amália fez tournées em Espanha e no Brasil, e foi neste último que gravou o seu primeiro álbum. Entre as canções de Amália encontram-se: “Lisboa Antiga”, “Foi Deus”, “Coimbra”, “Barco Negro”, “Canção do Mar”, “Nem as paredes Confesso”, “Lisboa, Não Sejas Francesa”, entre muitos outros temas. Faleceu a 6 de Outubro de 1999, com 79 anos.

 

Ângela ClementeÂngela Clemente (1960 – …) – Moçambique
Ângela Clemente, nasceu em Maputo. Praticante de natação de competição e ginástica aplicada, iniciou aos 17 anos os estudos de dança na Escola do Conservatório Nacional de Lisboa. Em 1979, ingressou no Ballet Gulbenkian como estagiária. Frequentou o Centro Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes e fez aulas com Yuri Chatal, em Londres. Durante a década de 80 ingressou os elencos de companhias de dança em Berna e Luzerna, na Suiça, e da Staatsoper em Munique, Alemanha. Em 1992, regressou ao Ballet Gulbenkian onde é 1a Bailarina B.

 

Carlos MartinsCarlos Martins (1961 – …) – Portugal
Carlos Martins, saxofonista e compositor, nasceu no Alentejo em 1961. Começou por estudar música e clarinete na Banda Filamórnica de Grândola, a partir dos 14 anos. Ingressou mais tarde nos cursos de saxofone e composição no Conservatório Nacional de Lisboa e estudou ainda na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, onde também foi docente. Em 1996, com base na sua experiência enquanto saxofonista, Carlos Martins cria a Associação Sons da Lusofonia (www.sonsdalusofonia.com).

 

Cesária ÉvoraCesária Évora (1941 – 2011) – Cabo-Verde
Cesária Évora, a “diva dos pés descalços”, nasceu em Agosto de 1941 na cidade de Mindelo, Cabo-Verde. Esta é considerada a cantora de maior reconhecimento internacional de toda a história da música popular cabo-verdiana e é geralmente associada ao estilo musical “morna”. Desde criança que Cesária cantava, mas foi aos 20 anos que começou a trabalhar como cantora. Apesar do sucesso, Cesária ficou sem cantar durante 10 anos. Após ter sido incentivada por Bana (empresário cabo-verdiano exilado em Portugal) a realizar espetáculos em Portugal, Cesária retoma a sua carreira e desde então, não mais parou. Faleceu em Dezembro de 2011.

 

Filipe MukengaFilipe Mukenga (1949 – …) – Angola
Filipe Mukenga é um cantor e compositor angolano, cuja paixão pela música vem desde criança quando ouvia o coro cantar na missa. Não frequentou nenhuma escola de música, mas a sua experiência no exército português permitiu-lhe estar em contacto com outros músicos angolanos, onde aprendeu o que era a música angolana e quais eram as suas raízes, o que constituiu uma viragem na sua carreira. Em 1978, iniciou uma parceria com Filipe Zau, que se mantém até aos dias de hoje.

 

Guto PiresGuto Pires (1964 – …) – Guiné-Bissau
Guto Pires começou a sua carreira no grupo “Issabary”, mas há muito que se iniciou a solo, sendo que o seu estilo se baseia nas sonoridades tradicionais da Guiné- Bissau. Veio para Portugal nos anos 70, onde participou em diversos projetos musicais com o intuito de divulgar a música tradicional e popular do seu país, tendo sido um dos primeiros artistas guineenses a se radicar em Portugal. Guto Pires é considerado um dos embaixadores de gumbé não só em Portugal, mas no mundo inteiro.

 

Maria Bethânia VelosoMaria Bethânia Velloso (1946 – …) – Brasil
Maria Bethânia Veloso nasceu em Junho de 1946 em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. No início da carreira participou em shows amadores e em 1965 gravou o seu primeiro disco. Seguiram-se inúmeros discos e sucessos e Bethânia decidiu inovar nos palcos, fazendo shows onde combina as suas músicas com poemas e excertos de textos da literatura, nomeadamente de Fernando Pessoa e de Sophia de Mello Bryner Andressen. Em 2006, recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o prémio Tim de música, nas categorias de “melhor cantora”, “melhor DVD” e “melhor disco”.

 

Rui PintoRui Pinto (1967 – …) – Angola
Iniciou os estudos de dança na Escola de Dança do Conservatório Nacional. Em Dezembro de 1985 ingressou no Ballet Gulbenkian onde ascendeu à categoria de 1o Bailarino A. Trabalhou no London Contemporary Dance Theatre, em Londres e frequentou cursos de coreografia de Guilford. A convite de Jorge Salavisa coreografou para o repertório do Ballet Gulbenkian. Tem, ainda, coreografado para outras escolas de dança e produções de moda de estilistas de renome internacional.

 

Sandra RosadoSandra Rosado (1971 – …) – Moçambique
Sandra Rosado nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, no ano de 1971. Aos onze anos ingressou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de onde saiu oito anos depois para ingressar no Ballet Gulbenkian, como estagiária, onde atualmente é 2ª bailarina.

 

 

 

 

Yuri da CunhaYuri da Cunha – Angola
Considerado o ‘Rei da Lusofonia’, Yuri da Cunha começou a sua carreira ao vencer um concurso de rua em 1994. Em 1996 seguiu para Lisboa, onde gravou o seu primeiro disco intitulado “É tudo Amor”, nos estúdios da produtora Valentim de Carvalho. Nesse ano ganhou o prémio da Rádio Televisão Portuguesa (RTP) para o melhor vídeo clipe e melhor música do ano dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) na Holanda. O lançamento do seu segundo disco intitulado “Eu”, em Janeiro de 2005, permitiu-lhe confirmar o seu sucesso.

Roteiro 1

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A. Campo Pequeno

Construído no século XIX, sob o projeto do arquiteto Dias da Silva, é o mais notável edifício de estilo neoárabe em Lisboa. O Campo Pequeno transformou-se numa sala de espetáculos polivalente, onde tem lugar touradas, concertos, bailado, ópera ou teatro. Neste espaço já atuaram alguns artistas lusófonos, nomeadamente Yuri da Cunha, considerado o ‘Rei da Lusofonia’ em Julho de 2010, com o espetáculo “Sou Lusófono”.

Transportes: Autocarros (22, 45) e Metro (Campo Pequeno).

Ver programação disponível em www.campopequeno.com

B. Miradouro de Sophia de Mello Breyner Andresen

Apesar de todos o conhecerem como Miradouro da Graça, o nome oficial é Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen, a poetisa falecida em 2004 que passou muitos dos seus dias a admirar Lisboa deste local. Um dos seus poemas pode ser lido numa parede virada para o seu busto que se encontra a olhar para a cidade. Este local inspira a ouvir alguns dos poemas da escritora na voz de Maria Bethânia Velloso.

Ouvir “Poema Azul” – Poema de Sophia de Mello Bryener cantado por Maria Bethânia.

Transportes: Autocarro (734) e Elétrico (728)

C. Coliseu dos Recreios

Assume-se desde que nasceu, nos finais do século XIX, como uma sala de espetáculos, que pode oferecer concertos das mais variadas correntes musicais, circo, etc. Inclui também o Coliseu Café, um bar e um restaurante. Este é um espaço onde já atuaram alguns artistas lusófonos, como Filipe Mukenga e Cesária Évora (inclusive o seu último concerto em Portugal). Foi também aqui que vários artistas portugueses e guineenses se juntaram para homenagear Cesária Évora um ano após a sua morte.

Transportes: Autocarro (1, 2, 9, 11, 31, 32, 36, 39, 44, 45, 46, 59, 90, 92), Metro (Restauradores ou Rossio) e Comboio (Linha de Sintra – Estação do Rossio).

Ver programação disponível em www.coliseulisboa.com

D. Casa-Museu Amália Rodrigues

A casa onde viveu e veio a morrer a grande fadista Amália Rodrigues foi transformada em museu com o objectivo de preservar e dar a conhecer todo o ambiente, os espaços e objectos que povoaram a vida da artista e são testemunho vivo da sua carreira e das suas vivências pessoais.

Horário: Terça-Feira a Domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h Preço: 5€ por pessoa Transportes: Autocarro (13, 49, 58, 100, 202) e Metro (Rato).

Mais informações em www.amaliarodrigues.pt

E. Casa Fernando Pessoa

A Casa Fernando Pessoa, corresponde à casa onde viveu os últimos 15 anos da sua vida, o grande poeta Fernando Pessoa. Do edifício original, só se conservou a fachada e o quarto que pertenceu ao poeta, sendo o restante interior totalmente remodelado e adaptado à sua nova função: um espaço cultural dedicado à poesia e à identidade de Fernando Pessoa. Este espaço convida a ouvir alguns dos poemas deste autor na voz de Maria Bethânia.

Horário: Segunda-Feira a Sábado, das 10h às 18h
Preço: Bilhete normal – 3€; Famílias (4 pessoas) – 8€; Estudantes e reformados – 2€; Crianças até 6 anos – Gratuito

Transportes: Autocarro (9, 20, 38, 26E, 28E) e Metro (Rato).

Ouvir “Todo o cais é uma saudade de pedra” – Poema de Fernando Pessoa cantado por Maria Bethânia

Ouvir CD “Imitação da vida” de Maria Bethânia.

Mais informações em casafernandopessoa.cm-lisboa.pt

F. Escola de Dança do Conservatório Nacional

A EDCN é uma escola de ensino artístico especializa- do com ensino integrado, que tem como objetivo a formação de bailarinos profissionais nas áreas de dança clássica e dança contemporânea. Esta escola foi e ainda é o primeiro passo de muitos bailarinos lusófonos, como Ângela Clemente, Rui Pinto e Sandra Rosado. Transportes: Autocarro (100), Metro (Baixa-Chiado) e Elétrico (28).

Mais informações em www.edcn.pt

G. Café Tati

Café e restaurante, decorado de forma acolhedora e original, com vários objectos e móveis antigos, resgatados em lojas de velharias e na Feira da Ladra. O ambiente faz a ponte entre o antigo e o moderno. Este espaço acolhe vários artistas, alguns destes lusófonos, como Guto Pires.

Transportes: Autocarro (28, 36, 44, 706, 735, 758, 781, 782, 790, 714 e 732), Metro (Cais do Sodré) e Elétrico (15E e 18E).

Mais informações em cafetati.blogspot.com

H. Restaurante típico Sr. Vinho

Uma das mais tradicionais casas de fado de Lisboa, aliada a uma excelente cozinha tipicamente portuguesa. As atuações de fado são imprescindiveis neste espaço.

Transportes: Autocarro (713 e 773) e Elétrico (25 e 28).

Mais informações em www.srvinho.com

Roteiro 2

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A. Parque da Bela Vista

O Parque da Bela Vista oferece grandes zonas arbori- zadas de prado e de relvado, recortadas por uma rede de caminhos. As zonas altas são miradouros que possibilitam uma ampla vista sobre a cidade e o Tejo. É neste espaço que se costuma realizar o Rock in Rio Lisboa, que acolhe diversos artistas, alguns deles lusófonos, como o Yuri da Cunha.

Transportes: Autocarro (5, 10, 17, 21, 22, 708, 755, 794), Metro (Bela Vista).

B. Teatro Camões

A Companhia Nacional de Bailado é a principal entidade promotora de actividade no Teatro Camões, garantindo uma dinâmica anual de apresentação de espectáculos de dança. A sua arquitectura de qualidade e o espaço urbano envolvente valorizam ainda mais toda esta dinâmica cultural que naturalmente se transforma também num atributo dos diferentes eventos sociais promovidos no Teatro Camões.

Transportes: Autocarro (5, 25, 28, 750, 754, 759), Metro (Gare do Oriente) e Comboio (Gare do Oriente).

Mais informações em www.cnb.pt

C. Pavilhão Atlântico

O Pavilhão Atlântico é o espaço da música, do desporto, da arte e da cultura. Por este espaço já passaram muitos artistas, entre os quais Filipe Mukenga. Transportes: Metro (Gare do Oriente) e Comboio (Gare do Oriente).

Mais informações em www.meoarena.pt

D. Restaurante Sabor a Brasil

Aqui tudo faz lembrar o Brasil. Desde a decoração à comida passando pelo ambiente. Situado no parque das Nações o Sabor a Brasil funciona ainda como bar. Para animar as noites, este restaurante conta com uma banda própria de dez músicos, e uma série de espectáculos, sempre a retratar a alegria do povo brasileiro.

Transportes: Metro (Gare do Oriente) e Comboio (Gare do Oriente).

Mais informações em www.saborabrasil.com