Nos Palcos da Lusofonia – Lisboa

Personalidades

Elias MacovelaElias Macovela (1977 – …) – Moçambique
Elias Macovela estreou-se no teatro aos 14 anos numa peça da Associação Cultural da Casa Velha. Por intermédio desta associação participou em várias peças, mas considerou que não tinha talento no palco e começou a interessar-se pela iluminação. Após uma experiência da Cena Lusófona em Maputo, na qual Elias auxiliou, o ator foi convidado para realizar um estágio de iluminação em Évora. Durante o tempo que esteve em Portugal trabalhou no Centro Cultural de Belém, no Teatro da Trindade, no Teatro Camões, no Coliseu dos Recreios e no Teatro Nacional de São Carlos. Criou em Lisboa o Festival de Cinema Africano.

 

Filipe La FeriaFilipe La Feria (1945 – …) – Portugal
Encenador e dramaturgo português, é o responsável pela revitalização do teatro ligeiro português. Iniciou a sua atividade teatral como ator no Teatro Nacional e estudou encenação em Londres. Em 1992, reconstrói o Teatro Politeama, onde atualmente produz e encena. Também para a televisão já produziu, encenou e adaptou muitos espetáculos. Na rádio foi responsável pelo programa “O Prazer do Teatro”. Conhecido pelas suas produções de “Jesus Cristo Superstar”, “Piaf”, “A gaiola das loucas”, “Música no Coração”, “Amália”, entre outras.

 

José AmaralJosé Amaral – Timor-Leste
José Amaral é um ator, músico e contador de histórias timorense. Em 1992, vem para Portugal onde participou como figurante na peça “O Glamour”, sobre o Padre António Vieira, no Teatro Nacional D. Maria II. Por volta de 1995/1996 participou no FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, no Porto. Em 1997 participou no 1o Estágio Internacional de Atores organizado pela Cena Lusófona, que ocorreu no Teatro da Trindade. A 2a fase do estágio foi em Coimbra, onde apresentaram a peça “O Beijo no Asfalto” no Teatro Académico de Gil Vicente.

 

Odete MìssoOdete Môsso – Cabo-Verde
Odete Môsso nasceu em São Vicente. Em 1997 integra o Estágio Internacional de Atores, que decorreu em Lisboa, promovido pela Cena Lusófona. A 1a fase do está- gio foi passada nos ateliers do Teatro da Trindade, a 2a fase ocorreu em Coimbra, onde prepararam e representaram a peça “O Beijo no Asfalto” e a 3a fase decorreu em Lisboa, na EXPO, com o projeto “Olharapos”. Após o estágio decidiu tirar um curso de teatro na Academia Contemporânea do Espetáculo, onde foi aluna de Rogério de Carvalho. Em conjunto com amigos criou a Associação Burbur, onde para além do teatro, trabalham outros projetos: de vídeo, de rádio, de literatura.

 

Rogério BoaneRogério Boane (1978 – …) – Moçambique
Antes de ser ator, foi bailarino e em 1999 participou num workshop desenvolvido pela Cena Lusófona. Após o workshop vem para Portugal e instala-se em Coimbra e por intermédio da Cena Lusófona participa em espetáculos em Coimbra (Teatro Académico de Gil Vicente), em Braga, e no Porto (Palácio de Cristal). Foi convida- do a integrar a Companhia de Teatro de Braga, onde se encontra até hoje.

 

Rogério de CarvalhoRogério de Carvalho (1936 – …) – Angola
Nasceu em 1936 e é um histórico do teatro português. Rogério de Carvalho é diretor artístico da companhia As Boas Raparigas, que em Novembro de 2012 atuou no Teatro Carlos Alberto. Outras das peças assinadas pelo encenador foram apresenta- das no FITEI, no Porto. Foi distinguido pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, pelo espetáculo “Juramentos indiscretos”, do Teatro dos Aloés em coprodu- ção com o Teatro Nacional de São João e pelo espetáculo “Salomé”. A entrega de prémios decorreu no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz.

Roteiro

mapa-teatro

Teatro PoliteamaA. Teatro Politeama

O Teatro Politeama é um teatro dirigido pelo encenador Filipe La Féria e é o mais conhecido e popular teatro de Lisboa. Aqui passaram grandes musicais tais como Maldita Cocaina, Amália, My Fair Lady, Musica no Coração, Jesus Cristo Superstar entre muitos outros grandes sucessos.

Transportes: Metro (Restauradores)
Mais informações: www.teatro-politeama.com

 

Teatro Nacional D. Maria IIB. Teatro Nacional D. Maria II

O Teatro Nacional abriu as suas portas a 13 de abril de 1846, durante as comemorações do 27º aniversário da rainha Maria II (1819-1853), passando por isso a exibir o seu nome na designação oficial. Por este palco já passaram diversos artistas lusófonos, como José Amaral.

Visitas Guiadas
Preço: Bilhete normal – 6€; Crianças até 12 anos e seniores + 65 anos – 4€; Grupos + 10 pessoas (marcação prévia) – 4€; Grupos escolares (marcação prévia) – 2€. Transportes: Autocarro (2, 9, 39, 44, 45, 91, 701, 711, 732, 746, 759, 90), Metro (Rossio e Restauradores). Mais informações: www.teatro-dmaria.pt

 

Teatro Nacional de S∆o CarlosC. Teatro Nacional de São Carlos

O único teatro português dedicado à criação e apresentação de ópera. Por este espaço já passaram artistas como Elias Macovela. Transportes: Autocarro (58, 100), Metro (Baixa/Chiado) e Elétrico (28). Mais informações: www.tnsc.pt

 

 

 

 

Teatro da TrindadeD. Teatro de São Luiz

Espaço de bom gosto e cultura de referência. Foi no Jardim de Inverno deste teatro (uma das salas, que proporciona um espaço de encontro, de discussão e de puro entretenimento) que Rogério de Carvalho recebeu o prémio atribuído pela Associação de Críticos do Teatro.

Transportes: Autocarro (58, 790), Metro (Baixa/Chiado) e Elétrico (28).
Mais informações: www.teatrosaoluiz.pt

 

 

 

 

 

 

Teatro de São LuizE. Teatro da Trindade

Situado numa das zonas mais antigas de Lisboa, este teatro tem sido palco de muitos artistas, como Elias Macovela, José Amaral e Odete Môsso. É muito frequente utilizar este espaço nos espetáculos promovidos pela Cena Lusófona.
Transportes: Autocarro (58, 202, 790), Metro (Baixa/ Chiado) e Elétrico (28). Mais informações: www.inatel.pt/trindadehome

Visitas orientadas ao Teatro Horário: terça-feira de manhã Preço: 3€ por pessoa Mínimo de participantes: 10 participantes Idade mínima: 12 anos
Tel: 211 155 748

Sugestão: Recomenda-se a passagem por Coimbra, onde se pode acompanhar as atividades desenvolvidas pela Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Cultural, uma associação que tem por objetivo dinamizar a comunicação teatral entre os países de língua oficial portuguesa. Nesta mesma cidade aconselha-se a visita ao Teatro Académico de Gil Vicente, um espaço por onde passaram e continuam a passar inúmeros atores lusófonos. Exemplos destes são José Amaral, Odete Môsso e Rogério Boane.